quarta-feira, 15 de julho de 2026

11 de junho a 14 julho 26

 14





a distância dificulta a empatia, quem olha daqui sofre o impulso da tendência da condenação; de certo modo, o espaço de comentários tem esse acento ou condenatório ou anárquico, é uma fórmula dentro de nossos limites civilizacionais para que todos possamos dizer o que pensamos, vale como um tipo de descarrego emocional... no limite, a justiça é quem diz se os ocupantes do carro estavam certos ou errados.


@@@@@
a pessoa
que só
acredita
na verdade
tá lascada,

deusolivre!!!
kkkkkkkk

@@@@@

senti afeto
profundo,
limpar
a língua,
limpar
o sentido
do
ardor
doméstico,
o sentido
da posse
na rua
@@@

festa, alegria e beleza/arte é uma identidade que construímos para nós, sempre vamos lembrar dela; a variação do brasil com o ingrediente do neopentecostalismo em sua mistura é nova, mas acho que não chega a derrubar a casa da brasilidade, antes produz um novo desafio para aquilo que seria nossa característica maior (essência?, sim, não, não sei), qual seja, a da capacidade da mistura; se sonhou-se um brasil miscigenação e esse sonho encantou o mundo por meio, por exemplo, do futebol, e ainda produziu coesão social para sermos o que somos (uma nação territorialmente enorme e até que bem situada no contexto global) é porque fomos competentes nessa construção; desse modo, pode-se concluir que a mola propulsora da miscigenação vive e pulsão entre nós, de algum modo se faz presente, precisando agora continuar em sua formulação poética para gerar o novo brasil, esse do século XXI.

eu penso
as plantas
como
agrado
a meu ouvido
ancestral,
que
é antes
de tudo
um mistério
erótico
profundo,
a ternura
inicial
da mãe
e
seus
poderes,
super
poderes,
de dar
prazer

num fóssil
vivo
cristalizado
eu vejo
múltiplas
possibilidades
para
atingir
múltiplos
orgasmos
de anjo,
organizados
por eras
para
as quais
sou soprado
por
ventos
e ali
localizo
gestações,
entendo
e gravo,
fendo
e engravido




@@@@@



entre o cansaço,
o marasmo,
as manifestações
de tédio,
e o êxtase
sublime
há um fio
ligando

é dessa
vida
dura
cotidiana
que brotam
os velhos
avatares
do brilho
humano,
alentando
tudo

é o sonho
que tem
raízes
fincadas
no concreto
das vilas,
cidades,
globais impérios

31 anos
300 ruas
4 mil
pet
gás
certidão

tudo isso
é minério
fino,
muito melhor
assumido
se entendemos
que a pedra
também
brilha,
sobretudo
as dificuldades
entre
as pessoas
tão silenciadas
tão sufocadas
plantar jardins
com novas
pessoas
é semear
complexidades,
refinar
critérios,
aspirar
ao movimento
sagrado
de tornar
tudo brilho




são




12
a brotação
de um traçado
delineando
a realidade
que
santo



santo vê
o luxo
do entusiasmo
do
nano
simbolismo

@@@@

o corpo
por
dentro
é um
mistério,
mais
do que isso,
é a própria
demonstração
da bruma
se pensarmos
que
oculta
segredos
ao infinito

amo fazer
o pensamento
refletir
as literaturas
do corpo,
seus
lemas
de precisão,
tudo
aí é preciso
e milimetricamente
ajustado

entro para
dentro
de minha veias,
nelas
sou
apresentado
a um todo
que,
pictóricamente,
é um
desenho
do trabalho
de tudo

mil fatos
desconhecidos,
dentro
de mim

não é a imensidão
das estrelas
conduzindo
ao divino

é o meu
suporte
físico,
que
menos
andrajoso
e sofrido
se torna
quanto
maior
a minha
alma
para
senti-lo,
tê-lo
presente

quem
dúvida
da minha
calma,
não
é mesmo?

talvez
eu
queira
ser
o poeta
dessa
ultra
vaga
medicina

analiso
o funcionamento
do olho

como
surge
um arroto?

é lento
resolver
esses
problemas,
é escuridão,
a escuridão
tácita
das teorias

proteje-me
o deus
cambaleante
e das
cambalhotas,
o mesmo
Deus da
capoeira
angola







11
@@@@@@@





@@@@@
e há
milhares
de microcélulas
por
onde
escapa-se
do
fascínio
fascista

pois há sempre
o registro
da memória
do coito,
um coito
em sentido
lato,
significando
antes
de tudo
eterna
fecundidade,
lá onde
o cantor
namora
e acalanta
com as
mãezinhas
produtoras
de mel
seus
momentos
de falta,
suas carências,
sua fome
que é
eterna


não por outra
razão o
líquido
escorre,
e a carne
é penetrável,
numa
quase
violência
assaz
vagarosa,
anjos
se despem,
anjos
socorristas
socorrem
confusas
imersões,
aos
nus
agradam
e dispersam,
agridem
e pensam
chamas
devotas,
chamas
de aclamação,
chamas
que acalmam,
anjas
e anjos
em suas
milhares
de forças
sexualmente
assombradas,
em sua
moça
e seu moço
que
não se
abandonam,
em cima
pensam,
embaixo
tramam,
os vivos
pênis,
as santas
vaginas,
micro
peitos,
avivadas
ternuras
e ou
corduras
anais




eu sinto
o longe
dessas
beiradas
primitivas
amorosas,
como
se de células
indígenas
lembrasse,
liturgia
volátil
de cérebro
primitivista,
eu lembro
de tudo,
da aspersão
microscópica
de perfumes
luxuriosos
em um âmbito
químico
de
divisão
sem guerra
e de atração
sem pecado,
tudo
velhamente
sonoro,
com a
volatilidade
do incenso
ultramágico
de uma espécie
de
trupe
teatral
criadora
do espetáculo
do universo,
o deus
como
artista,
pai
e mãe,
mãe
e pai,
mulher
e loas
em nome
da roça
revelada
indígena
celestial,
com
seus
prantos,
lamentos,
lapsos
de tempo,
segundos
que são autoritárias
evoluções
de abóbora,
somente
compreendidas
pelos
que conhecem
tudo,
do fim
ao começo,
participando
do grande
concerto
da eterna
juventude
agrária

no canabinoide
opiaceo
está um
querer
mítico
que socorre
quem
o come
demorado,
vida
a vida,
sentindo
a vida
de todos
os seres
viventes,
e esse
poderoso
voo tácito
é o implícito
que absurdamente
avulta
por tudo
na terra
que é
amplamente
discriminado
como
indígena




11
a sexualidade como um assombro, literalmente



uma força celestial e demoníaca

por isso que me espanto tanto

se pensarmos que a guerra vem dela, tanto mais posso me colocar na linha divisória entre o medo da solidão, o horror ao tédio, de um lado, e de outro, todo o lirismo do existir sobre a terra, toda a ternura, toda a satisfação de alma que possa existir

isso, do ponto vista masculino, por certo

a questão aumenta seu nível de precisão em termos de paixão, amor e periculosidade quando voamos alto, filosoficamente falando, para tentar compreender justamente o sexo oposto e seus pavores e louvores

anjos não só tocam trombeta; demônios não só fazem o mal a partir de seus arcabouço dr pelintragens

eles, antes de tudo, sobem e descem, entram e saem, são o próprio coito e seus caminhos de suavidade e excitação

@@@@
política Carnaval comida futebol

não necessariamente nessa ordem, mas essa salada pro dia a dia

aliás,o acompanhamento diário da política é o nosso mote anti-alienação, a extração de prazer no noticiário, todo dia mundo, brasília, eleições, como arte para o coquetel da cidadania, uma notícia que bem se engole é um pecúlio pra democracia


@@@@@
êxtase precisão milimetrica

@@@@




bairros e cidades a serem buscados no Google

nova xavantina (Heitor do zé)
divisa goiania santo antônio

a brasilidade verte onde eu brinco, decorrência desse meu brincar a pura invenção

nós vamos, qual carrinho nas mãos de um menino, ou boneca, abrindo caminhos, enquanto a humanidade antiga, em qualquer outro lugar do mundo, é mais pobre nesse recurso

mesmo que a identidade nacional tenha surgido do artístico amor da turma modernista (villa, Osvaldo, Mário, tarsila), depois levada a cabo (autoritariamente)como política de estado por getúlio e acbado por se instalar no coração do Planalto central, em meio ao nada, em maio a um grande espaço por ser inventado, com Brasília,  ela existe algures, em um outro lugar, distante o suficiente para se ousar a possibilidade de um mito novo, que acredite na união horizontal de três formas distintas de ser, oriundas de 3 continentes, acabando com o lugar comum da violência decorrentes da exploração, seja por parte de quem explora, seja pela vingança de quem é explorador

ninguém sabe o que movimentou os terreiros de umbando e candomblé no início dessa nossa bem difícil república para que se acreditasse em coisas como o homem cordial, ou quando mais adiante o tropucalismo

evoluir para o momento atual

misterios, creio, que fundamenta civilizações, como o do próprio cristianismo etc.

é precio pensar grande em se tratando de brasil, e o momento atual de consolidação da truncada democracia por maio de uma figura como Lula nos lleva pelo mesmo caminho dos antigos sonhadores, o de que há algo insondável que nos leva adiante

e eu sou apenas um sonhador incubado pelas vogais e consoantes de uma legião de astronautas vertiginosamente residentes na imensidão humano fundida por meio da psique às forças do mundo material, o universo, a mãe natureza



10

algures



09

@@@
o bom
professor
não nos
ensina
a sermos
os melhores,
mas
a trocarmos
essa
suposta
superioridade
por
uma
cabeça
ágil,
altiva
e coletivamente
interessada
por
todos
e tudo


@@@#

a sinfonia
desafia
o medo,
é quando
tudo
dá certo,



@@
me vingo
estudando,
sou o rei
da violência
letrada,
deixo
todas as forças
que me
contrariam
prostradas,
no chão,
simplesmente
explorando
universos
que
ainda
não
conheço,
e quando
percebo
cada
vez
mais que
o mundo
fartamente
funciona
por meio
de oposições,
algumas
delas,
inclusive,
praticamente
absolutas,
mais vou
adentrando
no céu
de todas
as bibliotecas,





e antes que
a vida
em sociedade,
ainda
mais
numa
sociedade
dita globalizada,
pareça
ser um
mega
esquema
impossível,
vou
lento
em
busco
de coisas
que
nunca
vi,
ou
coisas
das
quais

esqueci,
outras
que julgava
impossível
compreender,
vou
lento,
vou
serenando
minhas
impaciências
que
fecundam
ignorâncias,
até solidarizar-me
com o
mais discreto
de meus
algozes,
o amor
que
me assassina,
o filho
que
me trucida









08 jul.

neymar

sempre há no mito

cuidar de pelé, sua simbologia querida no mundo inteiro, sinônimo de valores preciosos, como (...) é algo misteriosamente sagrado

ouso dizer, inclusive, que equivale às louvações que se fazem no campo das religiões para que se mantenha acesa a chama de uma divindade

tudo o que se faz dentro espaços sagrados de cultivo de tradições vai no sentido manter a força daqueles significados que trazem coesão social, unidade e paz

cuidar do Brasil enquanto símbolo é de certo modo simples; ou melhor,precisa ser compreendido fundamentalmente como um exercício da própria simplicidade, da vida boa e prática, sem muitas complicações

esse é o mito

quando pelé aparece como rei do futebol, a lembrança saudável que temos é a do menino livre e criativo que se vale desses atributos vencer brincando os desafios da existência

há na essência da brasilidade um rito de permanecer menino e esquecer-se da vida adulta, só assim se tem o famoso domínio da bola e do campo

toda aquela mestria e segurança vem da certeza de que o amor existe, via de regra, mesmo que distante, o amor , uma garantia de que somos

impossível de ser manchado de nossas mães, algo como o imaculado coração de maria, uma garantia de que somos verdadeiros,legítimos, apesar de qualquer eventual problema, uma segurança que somente a mãe consegue transmitir, forjando o malabarismo certeiro, astuto, maravilhoso no próprio campo de batalha que é a vida ela mesma

não é fácil ser vitorioso e virtuoso guerreiro, há que se ter um coração puro, cujo lastro é, até prova psíquica em contrário, o próprio amor materno, em suas miltiplas nuances e complexidades de fato ainda pouco estudadas

não é nada simples fundar uma civilização

pode-se evocar a bruma que nos organiza enquanto povo, no entanto, a qualquer momento

somos um país novo e, ao mesmo tempo, uma novidade



@@@
não é fácil, é nos conseguimos com arte

é isso, a ide tidade que nis define, expressa eloquentemebte por meio do futebol

a mandioca continua a ser trabalhada e aperfeiçoar na vida, que é o grande jogo



04
a desgraça
vem da
falta
de sentido

na nuvem
eu faço
um sentido,
na lua,
no carro,
no cômputo
e algoritmo,
em tudo
eu ponho
a minha
seta
redefinidora,
eu rito




02
eleger a não vitória, o não poder, ser igual a todo mundo, um senso de comunidade, "aguentar " a pureza indígenas, que é como água, dela não se deve ambicionar lucros, quem sabe não é o que vai me salvar do terrível, ter relação saudável com o escuro, bom coração, tudo o que faço é pra filho, não é pra mim, não é sopro de desunião, é verdade artística amparadora

comer com arte, primeiro aprisionar nas veias do corpo a circulação de uma ideia, e então ingerir um inhame, aipim, banana, lentamente sonhar com a mãe dentro do alimento e com o pai dentro da escrita



se penso meu casamento como um aldeias, bola de fogo ancestral, misteriosa, a serpente sacode o rumo, eu a conheço sem perder o prumo, e as benesses serão sobretudo poéticas, sem podridão do medo dos dias, sem padrões de temer ou futuro, sem horror ao desconhecido, já que na aldeia eu estou aprisionado por uma princesa astrológica que sobretudo domina o mundo das partículas que lembram comidas e pinturas estonteante no compasso de minhas escrituras aproximadamente partituras com verso e música e antropoloucura

01

ensinar as pessoas a olhar...

também o sentido da confusão

a jamais temer ou perder o presente


@@@@@
tons de ilusão,
como
lua
e seu
folclore,
camadas,
ruas do
vento
histórico
sobre
os carretéis
dessa
cidade,
vou
morar
no lugar
pictórico,
ali sou
eventualmente
rei
enquanto
tenho
alucinações
míticas
sobre
o transporte
de várias
sonoridades
audiovisuais
nas patas
e elementos
dos
sistemas digestivos
dos insetos,
essa será a rua que eu prezo,
será
meu
trabalho
sem ruído,
meu
onirismo
intenso,
cordial,
ligeiro
e amoroso



30

@@@@@
olhar um vídeo a ser editado como se leitura de um livro fosse, sem impaciência, corpo presente (talvez essa seja a chave, atenção, corpo presente,




@@@@
cidade, porto alegre, ilhota, eu penso a sagrada ilusão de ser o mestre das chaves na cidade, o velho ler


@@@

ainda estou
de parto,
serena
audição
escuridão
dentro
de mim,
placenta,
um deus etéreo
clerical,
teológico,
reinado
vencedor
para jogar
alimento
aos poucos,
pelos
lógicos
despertares
no coração
solar
do lento
lembrar,
cobra que
se move,
serena
no paraíso




29

@@@@
ser o objeto da pincelada, mancha ou espécie
de pintura, animal do cerrado em meio ao brejo




@@@@
há no corpo da cidade uma mística, que aflora em seus perfumes

meu chão nosso chão

afinal o que é ser goia ou brasileira

dois dias de pausa e passeio cozinharam na gente essa pergunta

a cidade é seu cimento, seus concretos, mas é também um corpo vivo que só alguns artistas conseguem vislumbrar

quantos fantasmas aqui, ali, entre as pessoas seus sonhos e pesadelos

siron franco, com seu pensamento visual, nos permite adivinhações quietas sobre o fluxo conturbado de nosso ser coletivo e sua acumulação no tempo

deposito imemorial somos nós, depósito imemorial vem a procura do verdadeiro artista, mais precisamente, aquele que não teme olhar para o fundo e o abismo do ser

todos nós pintamos, e lá fomos nós, artistas, buscar a passado de siron nessa cidade, quem sabe  conquistar um pouco de sua receptividade no olhar, seu jogo de luzes

é lenta a produção de uma consciência, mas ali ser a alma que plantou a mudança nesse começo de um novo brasil que é o eixo goiania brasília com seus projetos modernizadores de cidade

a obra de nos adivinhar continua, enquanto as almas cantam nos pequenos becos escondidos nesse rica memória coletiva a ser trabalhada com a certeza de um amanhã melhor

contato superficial mas que se agendou nos levando a pastel do meu

orque uma cidade se devora, e se for com calma aos.pucos
melhor ainda

valores intrínsecos do Brasil que estão para ser descobertos quiçá um novo Brasil, começando bem por aaqui

@@@@@

olho o louro madonna cultural,
tão linda
de dar medo,
seletiva
e sem dó,
homenageando
teu radical
vetor
de desenvolvimento,
na arte
transfiguras
elementos,
é pouco
o que somos,
para te alcançar,
kali universal,
kali que
comenta
"os babado"
velozmente
com teor
de menina,
teu luxo,
teu porte,
um grande
sortimento
de ferramentas
para a arte
do atravessar,
do atravessamento,
tua verdade
ativa,
o forte teor
de bebê,
teu renascimento,
pijaminhas
em esqueletos,
a corporalidade
drástica
de rainha
que vestes,
sonora
diva




28

velha sabedoria
chinesa

ser insuperável
por suportar

quem
não

consegue





26

múltiplas
vezes
a comida
orienta
o sagrado,
nossa doação
ao cotidiano,
água,
farinha,
pão,
sabedoria
que
eu levo
ativa,
vozes
da energia
cantam
sacralidades
artísticas,
grãos
que
são memórias,
em sua pluma
eu subo,
acordado
pela doação
do infinito
agrário

25

@@@@@@
é leve a pluma, eu voo com ela, levado pela brisa, a moça pé de vento me conforta = para um mundo sem sentido aparente, inúmeros fardos, explosões multiplas a cada minuto, violências, é preciso ser leve para ser levado e viver com leveza kkkkk, o rumo ditado pelo secreto

rumo coletivo me alenta

@@@@@
víscera escondida (meu amor pela morte, instinto de morte, facilmente escondível



@@@@@@
presença, fim da serenidade?

novo tema central objeto a se dedicar: crianças, orientando meu aparelho psíquico, refletido em minha identidade, esqueça o mundo e volte à simbiose com a mãe




24
o Guilherme objeto de movie campinas raiz goiana etc. produzir essa ideia




23

a promessa


quero
andar por
aí com a lua
em mim,
evitando
9o prejuízo
de perder
a mínima
figurinha
que seja
de meu
álbum
psicodélico

eu louvo
a amorosa
procissão
dos

1. artistas
2. professores
3. estilos
4. memórias tradições

na psicodélica, a louvação ao ato da bondade confunde-se com o fulgor da reprodução humana, inúmeros ardores que secretamente selam moças e rapazes, seus êxtase amorosos em busca da sabedoria, em ondas vivificadoras e aconchegantes experiências individuais que libertam o outro, cruam proximidades, revelam o serpentear sumamente amoroso e serenamente doce de tudo
que fertiliza
e artesanalmente
acumula orgiásticas revelações brandas





22 jun

@@@
o tempo mítico das lutas políticas nos comentários das redes é algo parecido com o das torcidas esportivas, como o futebol, o internauta xinga, grita, esprsgueja, bravateia, protegido pela distância, nosso oponente não nos alcança

melhor assim? funciona perfeitamente para diminuirmos a tensão social, numa espécie de descarrego

nesse sentido, o brasil vibra também nas redes, na luta de nós contra nós mesmos

já havia o futebol como um tipo de guerra abstrata, onde a rivalidade com alguém, em vários sentidos da existência e sempre presente em nossos corações,  pode ser treinada, desenvolvida, aplacada

é o tempo novo das guerras humanas, a novidade que se alcança após milênios de disputas, acima de tudo territoriais, marcadas pelo instinto mesmo de sobrevivência

Conversa no Modo IA
Você disse: autores já falam na existência de uma terceira guerra mundialautores já falam na existência de uma terceira guerra mundial
+7
Sim, diversos analistas, historiadores e especialistas em geopolítica argumentam que já estamos vivendo uma Terceira Guerra Mundial. No entanto, eles apontam que o conflito ocorre de forma diferente das guerras do século passado, caracterizando-se por uma "guerra fragmentada" ou híbrida, envolvendo disputas econômicas, cibernéticas e regionais. [1, 2, 3, 4, 5]
Abaixo estão as principais perspectivas sobre o tema:
• Envolvimento Econômico Indireto: Historiadores como Paul Poast defendem que grandes potências já participam ativamente de conflitos, como na Ucrânia, ao fornecerem armamentos e financiamento massivo, mesmo sem o envio direto de tropas ao campo de batalha. [1, 2]Guerra de Blocos e Ideológica: Autores como o antropólogo Emmanuel Todd argumentam que o conflito atual possui uma forte dimensão cultural e ideológica, colocando o Ocidente contra uma coalizão de países com visões conservadoras e autoritárias. [1]Escalada Regional: Analistas destacam que o aumento das tensões e as sucessivas ofensivas entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio indicam uma regionalização da guerra com impactos globais. [1, 2]Guerra Tecnológica e Cibernética: Outros especialistas apontam que o conflito também se desenrola no ciberespaço e através de novas tecnologias, como a inteligência artificial, envolvendo empresas privadas de tecnologia e governos. [1]
Para aprofundar-se nos debates atuais sobre a geopolítica global, confira as análises completas disponíveis na CNN Brasil e no G1.
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Estadão






spoken words

+ rezar em duas notas

+ payada caetano braun




21 06

na aproximação de duas palavras, apenas, um ambien
te úmido de aconchego, propiciatório À reprodução ::
quando vemos a
lgo assim, esco
ndendo-se por detrás da simpl
es e pobre realidade, é poesia :: a poesia
é uma mulher pobre, escondendo-se para dar à luz ::
a mulher pobre é nossa vida :: por detrás dela,

em uma tenda sensual, o
ambiente gerador, o próprio sentido da vida :: o sex
o em sua dimensão
sagrada ::




19 06

ser
pen
teio
até
ser
um
ser

análogo
à diversão

todas
as reações
em mim
ao trabalho
sócio-familiar
e ao aspecto
escravo
da globalização
econômica

agora
brincam,
em mim,
seriamente,
compenetradamente,
toda loucura
por dinheiro,
carinho,
sobrevivência
e aceitação,
agora
é fúria
que rodopia
ativamente,
em busca
de um salvívico
sabor
de união,
quente
mantra
que
pluraliza
quentes
possibilidades
de conexão,
poesia

muitas
formas
de revisão
e alegres
críticas
ao erro,
ao acidente,
à penúria
da neurose,
ao tédio,
à repressão
do ardor,
sou greve
de resistência
ao novo
sistema
laboral,
sou
a lua
nova, o
novo
lula,
o novo
amor

ao final, concluo que a vontade desejo pulsão,
instintiva,
o corpo
difícil
do coletivo
ardor
parece-se
com
um beijo
que
ativa
em nós
a lembrança
do
paraíso,
a terra
produzindo
o céu,
por isso
um beijo,







18 06

o bolsonarismo perde muito por bolsonaro ser, acima de tudo, um covarde.

no xadrez político, bolsonaro tomou um xeque-mate, está preso, seus filhos vão de mal a pior.

ele poderia fazer o mesmo que getúlio, em 1954, com chances reais de cair nos braços do povo, sem vida, evidentemente,
mas eternizado.



o mito andava mexendo com sua pistola 9 mm.

será que cogitou o gesto dramático, que permitiu
a getúlio o
poder de
reverter o jogo político?

duvido muito. extrema direita e heroísmo são linhas que não
se cruzam

bolsonaro
é um borra-botas.
forjar um atentado, como se fala da facada em juiz de fora, é uma coisa.

relativizar o valor da própria vida em nome de uma causa coletiva
é outra, bem diferente.




17 06


ora, o fascínio que causa em mim a biblioteca pode, de várias formas, ser transposto para o supermercado, e assim por diante, do mundo acadêmico, onde eu gostaria de estar todos os dias, para o do comércio de refeições

pespassado entre esses diferentes tecidos o fio do prazer que me causa usar a minha capacidade-rizoma de conectar informações para produzir sentido


@@@
a esquerda por que não pega a mesma raiz do sertanejo e faz a sua moda, esquece o samba

a sua moda com as suas revoluções

ao final, concluo que a vontade desejo pulsão
instintivo




16 06

nervosismo  faz a lembrança artística ser atrapalhada, se pelé foi rei, era porque lembrava

a.vida é um campo no sentido vertiginoso de que o domínio de bola explícita a constante disputa por tudo na vida

sou um jogador  da partida homérica

existem outros queridos jogando comigo, inventando bolinhas, brinquedos, arvorezinhas que dão sossego, acho que jogo no espaço sideral, puta player, vencendo a desilusão, capturando as essências para construir arcos de tiros vontade de precisão, o salvador, quando a sociedade inteira está confusa, perdendo para si própria, o gol,

nossos cruzamentos, nossas derrotas, nossas desilusões

meu coração com minúcia despedaçado, servindo de velha cozinha para a preparação do santo tempero da morte

a identidade do Brasil está perdida, também era ousado demais basear as cores nacionais em beleza e arte, doçura e miscigenação, a paz brasileira, mito visceralmente dionisiaco, teria de ser rejeitada, o assassinato de Gandhi, eu vejo aí o sentido
talvez eu seja a única pessoa a acreditar na doce loucura de ser misteriosamente brasileiro, jogando com o pó do osso, cinzas fúnebres, a partida pelo valor inesgotável de nosso nacionalismo

daqui ninguém me tira, nenhum evangélico, nenhum bolsonarismo, e meu terno lamento, minha doce postura será resistência, para sempre

trata-se, efetivamente, de lutar até a morte, protegendo símbolos proscritos

talvez a violência atual concretize o próprio ciclo que perpetrou o sucesso do cristianismo, a negação renhida do amor, brasil, a patria impossível, um amai-vos uns aos outros perdidos no céu de nossas esperanças

sem dioniso não há Cristo, sem brasil, por decorrência, não há ocidente, e sem ocidente o oriente caminha sem rumo




se não jogo




14 06




@@@
teatro ++

as possibilidades do ridículo no palhaço a partir da lista dos piores "defeitos" humanos


só realmente
descansa
quem
sabe
que o trabalho
é infinito,
quem
sabe
que precisa
voltar
à realidade;
aliás,
alimentar
a ilusão
feia
de que
pode-se
viver
sem o trabalho
é caminho
certeiro
para
o projeto
de escravização
do outro


@@@
eu
não vivo
para
a diferença
em relação
ao outro,
mesmo que
o ridículo,
a pressão
social,
o  legado
do preconceito,
ou o próprio
horror,
esteja entre
nós


11 06 26

oi lice, jesus lembrou
do mim

ué Alice, se for esse rapaz que está no teu caminho, acho que é uma graça
@@@@@


ê mundo
grande,
lembro
o ouro
que é
intuir
tudo
sobre
vós,
eu errante
e acrobático,
ó mundo
grande,
por milênios
eu sonho,
estou à cavalo
e há vento
nos olhos,
há milênios
para te
conhecer
e refletir,
recolher
pedrinhas
com placidez
irretocável,
eu vejo
tudo,
um velho
tudo
que
é força
e brisa,
não tenho
outros
planos que
não seja
velejar,
recordar,

estudar
com meigo
olhar
o bom
de seres
antigo,
o leve
sabor
de tua antiguidade
e tornar-me
verso
que não
termina,
gravidez
do eterno,
liberdade
que sempre
se espera
aumentar,
para além
dos
pensamentos
ocidentais
que me
articulam
e sossegam
diariamente


e então,
serei
sarcástico,
serei
irônico,
ninguém
Ana como
eu esse poder
astro-tragico
de pedrinhas
que evoluem
na mentira
e na surpresa
da cultura,
a verdade
fuica úmida
e terna,
vira
ternura
e com o
sentido
profundo
da evolução
dos solares
sistemas

terça-feira, 23 de junho de 2026

marçO 25

@@@@@

março 25

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@@@@@@@

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@@@@@@@

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@@@@@@@

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estou sempre rezando, o tempo feliz de uma sagração de tudo, na carne do cotidiano encontram-se as partículas de deus como amor consagrado a nossa vivência coletiva,na alegria e no sofrimento das horas


Se vpu comer, rezo

Se levo um folgo ao cinema, reza, agradeço me ajoelho a alma portentosa dos percebidos prazeres do entretenimento na cidade, devoto meu amor a esses etéreos e numinosos processos culturais de sociabilidade terna, amigável, rezo por essa amigabil8dafe e qa paz que seu tempo proporciona 

@@@@@@@

minha arte é viver

num céu surrealista 

de paixões intensas

pela terra amorosa

essencial consagrada



@@@@@@@


o bRasil é muito novo, eesse bRasil das escolas de samBa::

a ideia de uma pátria que agradece a dor com ginga, beleza, quietude profunda da alma, calma e brandura diante do caos e da escravidão, é uma ideia em algo europeia mas com verdades míticas aborígenes incrustradas, c.omo na coroA de rainha e rei que o povo enverga durante o Carnaval










eu serei a minha 

miséria com fome, mais big techs de fermentação neonazista, com brasileiro ardor algo incompreensível, nessa quarta de cinzas











@@@@@@@




as querelas

do mundo, as

    esqueço ::


sonho lento

 que artisticamente 

denso forneço


em prol dessa manhã maneirinha, sublime, ardorosa qual sereno sumo

de fruTas, as piedosas mães me ritualizam, me põem em posição urdida,





@@@@@@@




os pensamentos 

amorosos 

pairam sobre


a poeirA

das confusões 














@@@@@@@@

viver é estar na linha de tiro do outro



@@@@@@@

sou ligeiro

e ansiolítico 

lisérgico,


nada me

ameaça,

constrange,

deprime








@@@@@@

identifico

a infelicidade 

na desatenção 

ao outrodentifico

a infelicidade 

na desatenção 

ao outro



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@@@@@@@

o povo constelação 

o povo peixe que mora livre no mar

o povo eco das ondas cósmicas mais distantes

o povo sábio querido e iluminação, visto como poesia e canção


++ aproximação só outro por viés animista


aquele complexo de possibilidades que é o outro, basta artisticamente animar-se para o contato e obter nos encontros imponderáveis alvores 



essa antropofagia seria o contrário do consumo ligeiro ou enfastiado que uns impõem as outros (agosto 24 





quarta-feira, 10 de junho de 2026

 10 06


ajo por meio

de um gostar

embalado

por anímicas

sedes de conhecimento 


qualquer coisinha me afeta,

qualquer micropercepção,

microporos tenho,

milhares de nano ouvidos, cada vestígio de informação me lembra a fome que tenho, a ser dimensionada pela régua da antiguidade da terra,

é dança no olhar

que tenho, nações e fogos, múltiplas mãos para explorar âmbitos do estranho ao estranhíssimo


diante do ritualístico amor-conhecimento 

que conduz à mãe,

somos todos

bebês 


tudo que chega é transformado em

amor, o ritual do amor-conhecimento,

um novo absoluto, um novo deus de culto, ou, apenas o multidiverso que me encanta no planeta




@@@

09 06

@@@@@


a dura realidade lega-nos o mistério dos símbolos contidos na alma humana, no fundo de nosso olho coletivo, por assim dizer


nessa copa do mundo, o velho humano vive novamente em países que disputam posições 


posições novas, posições a manter


lideranças, oportunidades 



@@@@@@

metáforas durante o almoço:


o corpo é vital para a ludicidade, no jogo há presença total do corpo, maneira quente de vencer o medo eterno e infinito


quando estamos envoltos em atitude agradável porque esperançosa, e esperançosa porque afirmativa da sensação vital de prazer, algo intimamente relacionado a 


o campo enaltece a vida livre, intimamente relacionada à brincadeira



@@@

movimento, o inesperado


@@

jogar até o fim, bola em jogo, não desistência



@@

qual é o campo, qual é a bola/gol, m


@@

atenção dispobiludade

participação 


++ quebra do tempo social, o pacto é outro, o da atitude esporto-ludica


@@@

aqui no almoço, pode ser jogadas, ou o estar com a bola, o tirar pedido, o buscar marmita,

a interação 


analisar lances


pontuação mediante performance 


vitória sobre a neurose


critérios


1 tranquilidade

2 velocidade 





××××××××××××

@@@@@@@@@@@

@@@@@@@

na arte, um pacto com a mãe, a parturiência 


nas costuras em vozes que cobrem a loucura do..., paciência 




08 06


tenho

dois anos

de idade

e, portanto,

sou um

gato jovem


peso x kg e nasci no canedo






e esta é uma pequena oportunidade

para também 

ter vida

na internet






07 06


@@@@


é rituaĺístico errar para melhor compreender o erro do outro


eu sei rezar pelo belo erro, tornar o erro do outro um afago


as pessoas simulam explosões, espalhando pedaços de si





a gente

desinventa

e reinventa

o país


@@@@


o abandono

do lar

estraga

a alma,

queima,

incinera;

ao mesmo

tempo,

ficar

é revelação 

de medos,

falhas,

por que

não dizer:

horrores


oro

à maior

mãe vegetal 

que

possa

haver,

para

serenar

esse difícil 

alimento

de uma

vida

inteira

em um

quintal

de abóboras






@@@

olhos

que

rezam,

cabelos

que sonham


hoje

a gente

sente

a força 


um menino

uma menina


essas

névoas

o estar

armazenando

água do

poço

de água cristalina





@@@


se esquece

fácil 

que gyn

também 

é simboli

de modernidade 

e que acordam semana de arte

moderna aconteceu 

em sp


@@@#


sou o velho

ler,

sentido

original

do fim

do medo,

escritura

toda

meus

filhos

e filhas

ritualizam,

boto

a mesa

sagrada

em que

os passos

da gentil

união 

são servidos,

uma bola

de futebol,

o ver

da mocinha

ou do rapaz,

eu carrego

essa mesa,

serenamente,

venho

a ser pilastra,

eu sou

o sol

de uma

coluna

grega

para os festivais

de lendas

que narram

odisseias,

ó minhas

Américas

queridas,

vento

regional

de povos

que

sonham

juntos,

América

comprida,

da patagônia

ao norte,

é bom

erigir

neo castelo

de vida

que é sombra

de líricas

antediluvianas 









@@@@

06 06


ser adulto 

é assumir

o trabalho de ler,

ler bastante,

produzir

uma bacia,

uma concha,

uma cesta,

uma panela

cheia,

bem cheia,

de

significados,

todos isso dias,

e peneirar 

com eles

o sentido

ruim

da existência 


tudo o que existe

é passível de

entusiasmo,

euforia,

o entusiasmo

pregado

à leitura 



@@@@

05 06


me misturo às coisas, partícula densa esvoaçante, boa de potência, poder elevado, memória em chamas, um facho, labareda, quero beijar e ser beijado, desejo potente e consagrado de união, voando, votivo, ex-pátria da solidão, solidifico um novo estado, do carinho no mínimo frequente,


@@@

se meu lúdico lembrar

não vem e

então 

brinco,

corro

pela

imensidão 

guardada

do movimento,

estarei

apático,

paralisado ::


lembro

com

átomos

de meu

cérebro,

produzindo

imaginações 

que são voos

e que acordam

verdades

encantadas

da matéria,

mulher senhora

que me

exige

serenidade,

culpa

e devoção,

profundidade

de poço

que

aumenta-nos

em mistério,

segredos,

variações 

sussurradas

de

milhares

de emoções 

decorrentes

da pulsão 

matemática 

e orgânica 

da vida,

a um raro

prazer

me

conduzo esse

pertencimento,

cópula

des aninhar

clamor

por

doçura

de

rimar

cabeças,

curas

em noivados

primordial

ansiados

pela

própria

deusa

tantrica




@@@@@@@@@@


04 06



a sexualidade, em princípio, pode ser fonte de saúde e vitalidade, e não de doença ou perturbação psicológica


o problema crucial da humanidade vem sendo resolver essa equação 


@@@@@

são 55 anos de luta contra o pensamento comum


em chegando aos 90 (vou supor), serão mais 35 de

incompreensão e divergência


agora vejo com clareza o que a vida fez e vai fazer de mim


sou, finalmente, um maldito bem resolvido




@@@@

há no masculino um vivo ardor pelo feminino que se desdobra em inúmeros filhos, pode,-se dizer um milhão de melhores dias, perspectiva de futuro, tudo o que aponta para o futuro


existem passagens secretas que permitem enxergar a submissão ao feminino como o maior de todos os 

fogos ancestrais, o mais complexo, e, por consequência, o mais libertador 


encontrei na velha mulher o símbolo é, portanto, o caminho de toda a vitalidade (nao a verdade), ou seja, o desejo incólume por força, conhecimento e aconchego amorosa nos levam até ela, cada gosto que podemos usufruir da vida, o paraíso, a mulher como saber a respeito da sacralidade da vida mais profundo que se pode obter, sexo mítico, seios narrativos, enxergar isso depende de nossa aparato mística, da poesia que conseguirmos sustentar, quanto maior a leveza desse poema, mais forte e delicada a visão da nudez da mãe em seu esplendor, divina, olhos olharrd que se desmancham para serem reconquistados mais a frente, um cinema perpétua e dinâmico sobre nós mesmos, quente, iluminado, decisivo e de sentido etéreo, praticamente invisível e insustentável,

daí o tempo estável do patriarcado, por conta das certezas que proporciona


no entanto, olhar para o céu mais distante é ver a mulher, basta lembrarmos que o que sabemos a respeito do universo é quase nada quando nos colocamos a imaginar as dimensões dessa vital meio de sustentação da vida


03 06

@@@@@@

será que consigo usar itens do repertório de outras culturas para suprir carências da minha (exemplo: a alegria do carioca, ou o carinho do baiano)? (algo q chama o recurso do teatro...



cccccc


essa pleiade de saberes só reforça. um estar junto


aaaaaa


ser antifascista talvez seja antes de tudo ser antigo neurose 



@@@@

Cecília meirelles

geopolítica 

@@@

03 06


alma voz que pergunta, oro em livro dos porquês, sombra em mim das aberturas manoelinas, serei som espelhando Barros, certeza microfísica, mire que solução, bebês nascendo o tempo inteiro, dionisa profusão, os poetas lembram o louvor que é a vida, tudo o que se pode produzir com a língua, delícia de brincadeira-procissão


para cortar o que me corta, uma vida de televisoeszinhas, homérico fluxo que conduzo com lento alvor e energias básicas acendendo meu espetáculo esplendor de micro nascimentos incessantes e lentamente remissivos ao torpor da luz, matéria orgânica em que nado, nutrição na origem,

olho as luzes dessas televisões, show que me enche de rastros, escritura de dentro para tornar meu os pedaços do mundo, porções maiores ou menores, o processo magnífico de sonhar o ser em ciranda com o povo mundo, mais músculos eu quero, melhor músico me descubro, armadilhas do desejo desfaço assim, obscuro, mil e um desregramentos para compor a fantasia química com que me curo e cubro



@@@

02 06 26

@@@@@@


musicalidade 

maior

minha

é a que

compoe

a grande

sinfonia

do

absurdo,

absurdo

que choca

e faz o tempo

ressoar,

cantar,

percutir 

sua

fundura

sem fim,

sim, é esse meu ouvido

aberto

ao abismo






polifonia

do absurdo,

polirritmia,

polissussurros

e polimurmúrios 

da doce loucura,

brasileira

até a luz soar

e o som brilhar,

moderníssima,

múltiplas 

serenidades,

exclusivíssimas

senhoridades,

como

se a árvore-noiva,

sua copa,

sua

 sombra,

fosse minha

doce

união com

a vida



@@@@@

mãe divina,

que me aquece

no banho

litúrgico,

seu menino mítico,

parturiência

vossa

me revela

força

de carinhos

arquetípicos

tempos

oníricos

com a 

idade

do planeta,


meus olhos

cortados

e aquecidos

apresentam

a fina e delicada

louça

com que

se representa

as verdades

santificadas

do sonho

materno,

constelação 

de yás

relacionais,

racionais,

complexas,

ordeiras,

causa

náutica

da força

feminina,

ser rei

consoante

verdades

brasileiras

me consagra,

velo

por

arquitetura

louca

e global

de sentidos,

voz

ativíssima

espelhando

agrestes

cósmicas

bonificadas

ilusões,

tudo que

é delírio de

musicalidade

mística

curativa,

benta

união

gaúcha,

trenzin

do moço

que bela

e densamente

delira,

meu sangue

é letra

viva,

abrasileirada

olimpíada 

em labirinto,

entendo

das conexões 

entre

o flamengo 

e as ialorixás,

sou beijo,

brasa

e perfume

na verdade

do poema

de glauber,

carvoaria

xamã,

processo

lógico,

entendimento

lírico,

alquimia

Augusta

e profunda,

amérindio 

governador,

amas todas

de leite

entretecendo

sussurradas

inaudíveis

loas,

o espaço 

sideral

apropriado,

com mãos 

de velho

jogador

empírico,

sal na mente,

docilidade

nos 

vivos

escaldantes

desertos

sertanejos,

esporão

Sagrado,

vertendo

ritmos,

a música

verte

com

a veloz

complexidade

do

pensamento

que

bola

aldeias

inteiras

indígenas

no compasso

do flerte

totemico 

com feras

sagradas,

pagé 

oleiro

de vasos

desconstruídos

com precisão 

molecular 

para

melhor

comportarem

vinho

 






@@@

pr




11 de junho a 14 julho 26

  14 a distância dificulta a empatia, quem olha daqui sofre o impulso da tendência da condenação; de certo modo, o espaço de comentários te...