10 06
ajo por meio
de um gostar
embalado
por anímicas
sedes de conhecimento
qualquer coisinha me afeta,
qualquer micropercepção,
microporos tenho,
milhares de nano ouvidos, cada vestígio de informação me lembra a fome que tenho, a ser dimensionada pela régua da antiguidade da terra,
é dança no olhar
que tenho, nações e fogos, múltiplas mãos para explorar âmbitos do estranho ao estranhíssimo
diante do ritualístico amor-conhecimento
que conduz à mãe,
somos todos
bebês
tudo que chega é transformado em
amor, o ritual do amor-conhecimento,
um novo absoluto, um novo deus de culto, ou, apenas o multidiverso que me encanta no planeta
@@@
09 06
@@@@@
a dura realidade lega-nos o mistério dos símbolos contidos na alma humana, no fundo de nosso olho coletivo, por assim dizer
nessa copa do mundo, o velho humano vive novamente em países que disputam posições
posições novas, posições a manter
lideranças, oportunidades
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metáforas durante o almoço:
o corpo é vital para a ludicidade, no jogo há presença total do corpo, maneira quente de vencer o medo eterno e infinito
quando estamos envoltos em atitude agradável porque esperançosa, e esperançosa porque afirmativa da sensação vital de prazer, algo intimamente relacionado a
o campo enaltece a vida livre, intimamente relacionada à brincadeira
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movimento, o inesperado
@@
jogar até o fim, bola em jogo, não desistência
@@
qual é o campo, qual é a bola/gol, m
@@
atenção dispobiludade
participação
++ quebra do tempo social, o pacto é outro, o da atitude esporto-ludica
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aqui no almoço, pode ser jogadas, ou o estar com a bola, o tirar pedido, o buscar marmita,
a interação
analisar lances
pontuação mediante performance
vitória sobre a neurose
critérios
1 tranquilidade
2 velocidade
××××××××××××
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na arte, um pacto com a mãe, a parturiência
nas costuras em vozes que cobrem a loucura do..., paciência
08 06
tenho
dois anos
de idade
e, portanto,
sou um
gato jovem
peso x kg e nasci no canedo
e esta é uma pequena oportunidade
para também
ter vida
na internet
07 06
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é rituaĺístico errar para melhor compreender o erro do outro
eu sei rezar pelo belo erro, tornar o erro do outro um afago
as pessoas simulam explosões, espalhando pedaços de si
a gente
desinventa
e reinventa
o país
@@@@
o abandono
do lar
estraga
a alma,
queima,
incinera;
ao mesmo
tempo,
ficar
é revelação
de medos,
falhas,
por que
não dizer:
horrores
oro
à maior
mãe vegetal
que
possa
haver,
para
serenar
esse difícil
alimento
de uma
vida
inteira
em um
quintal
de abóboras
@@@
olhos
que
rezam,
cabelos
que sonham
hoje
a gente
sente
a força
um menino
uma menina
essas
névoas
o estar
armazenando
água do
poço
de água cristalina
@@@
se esquece
fácil
que gyn
também
é simboli
de modernidade
e que acordam semana de arte
moderna aconteceu
em sp
@@@#
sou o velho
ler,
sentido
original
do fim
do medo,
escritura
toda
meus
filhos
e filhas
ritualizam,
boto
a mesa
sagrada
em que
os passos
da gentil
união
são servidos,
uma bola
de futebol,
o ver
da mocinha
ou do rapaz,
eu carrego
essa mesa,
serenamente,
venho
a ser pilastra,
eu sou
o sol
de uma
coluna
grega
para os festivais
de lendas
que narram
odisseias,
ó minhas
Américas
queridas,
vento
regional
de povos
que
sonham
juntos,
América
comprida,
da patagônia
ao norte,
é bom
erigir
neo castelo
de vida
que é sombra
de líricas
antediluvianas
@@@@
06 06
ser adulto
é assumir
o trabalho de ler,
ler bastante,
produzir
uma bacia,
uma concha,
uma cesta,
uma panela
cheia,
bem cheia,
de
significados,
todos isso dias,
e peneirar
com eles
o sentido
ruim
da existência
tudo o que existe
é passível de
entusiasmo,
euforia,
o entusiasmo
pregado
à leitura
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05 06
me misturo às coisas, partícula densa esvoaçante, boa de potência, poder elevado, memória em chamas, um facho, labareda, quero beijar e ser beijado, desejo potente e consagrado de união, voando, votivo, ex-pátria da solidão, solidifico um novo estado, do carinho no mínimo frequente,
@@@
se meu lúdico lembrar
não vem e
então
brinco,
corro
pela
imensidão
guardada
do movimento,
estarei
apático,
paralisado ::
lembro
com
átomos
de meu
cérebro,
produzindo
imaginações
que são voos
e que acordam
verdades
encantadas
da matéria,
mulher senhora
que me
exige
serenidade,
culpa
e devoção,
profundidade
de poço
que
aumenta-nos
em mistério,
segredos,
variações
sussurradas
de
milhares
de emoções
decorrentes
da pulsão
matemática
e orgânica
da vida,
a um raro
prazer
me
conduzo esse
pertencimento,
cópula
des aninhar
clamor
por
doçura
de
rimar
cabeças,
curas
em noivados
primordial
ansiados
pela
própria
deusa
tantrica
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04 06
a sexualidade, em princípio, pode ser fonte de saúde e vitalidade, e não de doença ou perturbação psicológica
o problema crucial da humanidade vem sendo resolver essa equação
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são 55 anos de luta contra o pensamento comum
em chegando aos 90 (vou supor), serão mais 35 de
incompreensão e divergência
agora vejo com clareza o que a vida fez e vai fazer de mim
sou, finalmente, um maldito bem resolvido
@@@@
há no masculino um vivo ardor pelo feminino que se desdobra em inúmeros filhos, pode,-se dizer um milhão de melhores dias, perspectiva de futuro, tudo o que aponta para o futuro
existem passagens secretas que permitem enxergar a submissão ao feminino como o maior de todos os
fogos ancestrais, o mais complexo, e, por consequência, o mais libertador
encontrei na velha mulher o símbolo é, portanto, o caminho de toda a vitalidade (nao a verdade), ou seja, o desejo incólume por força, conhecimento e aconchego amorosa nos levam até ela, cada gosto que podemos usufruir da vida, o paraíso, a mulher como saber a respeito da sacralidade da vida mais profundo que se pode obter, sexo mítico, seios narrativos, enxergar isso depende de nossa aparato mística, da poesia que conseguirmos sustentar, quanto maior a leveza desse poema, mais forte e delicada a visão da nudez da mãe em seu esplendor, divina, olhos olharrd que se desmancham para serem reconquistados mais a frente, um cinema perpétua e dinâmico sobre nós mesmos, quente, iluminado, decisivo e de sentido etéreo, praticamente invisível e insustentável,
daí o tempo estável do patriarcado, por conta das certezas que proporciona
no entanto, olhar para o céu mais distante é ver a mulher, basta lembrarmos que o que sabemos a respeito do universo é quase nada quando nos colocamos a imaginar as dimensões dessa vital meio de sustentação da vida
03 06
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será que consigo usar itens do repertório de outras culturas para suprir carências da minha (exemplo: a alegria do carioca, ou o carinho do baiano)? (algo q chama o recurso do teatro...
cccccc
essa pleiade de saberes só reforça. um estar junto
aaaaaa
ser antifascista talvez seja antes de tudo ser antigo neurose
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Cecília meirelles
geopolítica
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03 06
alma voz que pergunta, oro em livro dos porquês, sombra em mim das aberturas manoelinas, serei som espelhando Barros, certeza microfísica, mire que solução, bebês nascendo o tempo inteiro, dionisa profusão, os poetas lembram o louvor que é a vida, tudo o que se pode produzir com a língua, delícia de brincadeira-procissão
para cortar o que me corta, uma vida de televisoeszinhas, homérico fluxo que conduzo com lento alvor e energias básicas acendendo meu espetáculo esplendor de micro nascimentos incessantes e lentamente remissivos ao torpor da luz, matéria orgânica em que nado, nutrição na origem,
olho as luzes dessas televisões, show que me enche de rastros, escritura de dentro para tornar meu os pedaços do mundo, porções maiores ou menores, o processo magnífico de sonhar o ser em ciranda com o povo mundo, mais músculos eu quero, melhor músico me descubro, armadilhas do desejo desfaço assim, obscuro, mil e um desregramentos para compor a fantasia química com que me curo e cubro
@@@
02 06 26
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musicalidade
maior
minha
é a que
compoe
a grande
sinfonia
do
absurdo,
absurdo
que choca
e faz o tempo
ressoar,
cantar,
percutir
sua
fundura
sem fim,
sim, é esse meu ouvido
aberto
ao abismo
polifonia
do absurdo,
polirritmia,
polissussurros
e polimurmúrios
da doce loucura,
brasileira
até a luz soar
e o som brilhar,
moderníssima,
múltiplas
serenidades,
exclusivíssimas
senhoridades,
como
se a árvore-noiva,
sua copa,
sua
sombra,
fosse minha
doce
união com
a vida
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mãe divina,
que me aquece
no banho
litúrgico,
seu menino mítico,
parturiência
vossa
me revela
força
de carinhos
arquetípicos
tempos
oníricos
com a
idade
do planeta,
meus olhos
cortados
e aquecidos
apresentam
a fina e delicada
louça
com que
se representa
as verdades
santificadas
do sonho
materno,
constelação
de yás
relacionais,
racionais,
complexas,
ordeiras,
causa
náutica
da força
feminina,
ser rei
consoante
verdades
brasileiras
me consagra,
velo
por
arquitetura
louca
e global
de sentidos,
voz
ativíssima
espelhando
agrestes
cósmicas
bonificadas
ilusões,
tudo que
é delírio de
musicalidade
mística
curativa,
benta
união
gaúcha,
trenzin
do moço
que bela
e densamente
delira,
meu sangue
é letra
viva,
abrasileirada
olimpíada
em labirinto,
entendo
das conexões
entre
o flamengo
e as ialorixás,
sou beijo,
brasa
e perfume
na verdade
do poema
de glauber,
carvoaria
xamã,
processo
lógico,
entendimento
lírico,
alquimia
Augusta
e profunda,
amérindio
governador,
amas todas
de leite
entretecendo
sussurradas
inaudíveis
loas,
o espaço
sideral
apropriado,
com mãos
de velho
jogador
empírico,
sal na mente,
docilidade
nos
vivos
escaldantes
desertos
sertanejos,
esporão
Sagrado,
vertendo
ritmos,
a música
verte
com
a veloz
complexidade
do
pensamento
que
bola
aldeias
inteiras
indígenas
no compasso
do flerte
totemico
com feras
sagradas,
pagé
oleiro
de vasos
desconstruídos
com precisão
molecular
para
melhor
comportarem
vinho
@@@
pr
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