quarta-feira, 10 de junho de 2026

 10 06


ajo por meio

de um gostar

embalado

por anímicas

sedes de conhecimento 


qualquer coisinha me afeta,

qualquer micropercepção,

microporos tenho,

milhares de nano ouvidos, cada vestígio de informação me lembra a fome que tenho, a ser dimensionada pela régua da antiguidade da terra,

é dança no olhar

que tenho, nações e fogos, múltiplas mãos para explorar âmbitos do estranho ao estranhíssimo


diante do ritualístico amor-conhecimento 

que conduz à mãe,

somos todos

bebês 


tudo que chega é transformado em

amor, o ritual do amor-conhecimento,

um novo absoluto, um novo deus de culto, ou, apenas o multidiverso que me encanta no planeta




@@@

09 06

@@@@@


a dura realidade lega-nos o mistério dos símbolos contidos na alma humana, no fundo de nosso olho coletivo, por assim dizer


nessa copa do mundo, o velho humano vive novamente em países que disputam posições 


posições novas, posições a manter


lideranças, oportunidades 



@@@@@@

metáforas durante o almoço:


o corpo é vital para a ludicidade, no jogo há presença total do corpo, maneira quente de vencer o medo eterno e infinito


quando estamos envoltos em atitude agradável porque esperançosa, e esperançosa porque afirmativa da sensação vital de prazer, algo intimamente relacionado a 


o campo enaltece a vida livre, intimamente relacionada à brincadeira



@@@

movimento, o inesperado


@@

jogar até o fim, bola em jogo, não desistência



@@

qual é o campo, qual é a bola/gol, m


@@

atenção dispobiludade

participação 


++ quebra do tempo social, o pacto é outro, o da atitude esporto-ludica


@@@

aqui no almoço, pode ser jogadas, ou o estar com a bola, o tirar pedido, o buscar marmita,

a interação 


analisar lances


pontuação mediante performance 


vitória sobre a neurose


critérios


1 tranquilidade

2 velocidade 





××××××××××××

@@@@@@@@@@@

@@@@@@@

na arte, um pacto com a mãe, a parturiência 


nas costuras em vozes que cobrem a loucura do..., paciência 




08 06


tenho

dois anos

de idade

e, portanto,

sou um

gato jovem


peso x kg e nasci no canedo






e esta é uma pequena oportunidade

para também 

ter vida

na internet






07 06


@@@@


é rituaĺístico errar para melhor compreender o erro do outro


eu sei rezar pelo belo erro, tornar o erro do outro um afago


as pessoas simulam explosões, espalhando pedaços de si





a gente

desinventa

e reinventa

o país


@@@@


o abandono

do lar

estraga

a alma,

queima,

incinera;

ao mesmo

tempo,

ficar

é revelação 

de medos,

falhas,

por que

não dizer:

horrores


oro

à maior

mãe vegetal 

que

possa

haver,

para

serenar

esse difícil 

alimento

de uma

vida

inteira

em um

quintal

de abóboras






@@@

olhos

que

rezam,

cabelos

que sonham


hoje

a gente

sente

a força 


um menino

uma menina


essas

névoas

o estar

armazenando

água do

poço

de água cristalina





@@@


se esquece

fácil 

que gyn

também 

é simboli

de modernidade 

e que acordam semana de arte

moderna aconteceu 

em sp


@@@#


sou o velho

ler,

sentido

original

do fim

do medo,

escritura

toda

meus

filhos

e filhas

ritualizam,

boto

a mesa

sagrada

em que

os passos

da gentil

união 

são servidos,

uma bola

de futebol,

o ver

da mocinha

ou do rapaz,

eu carrego

essa mesa,

serenamente,

venho

a ser pilastra,

eu sou

o sol

de uma

coluna

grega

para os festivais

de lendas

que narram

odisseias,

ó minhas

Américas

queridas,

vento

regional

de povos

que

sonham

juntos,

América

comprida,

da patagônia

ao norte,

é bom

erigir

neo castelo

de vida

que é sombra

de líricas

antediluvianas 









@@@@

06 06


ser adulto 

é assumir

o trabalho de ler,

ler bastante,

produzir

uma bacia,

uma concha,

uma cesta,

uma panela

cheia,

bem cheia,

de

significados,

todos isso dias,

e peneirar 

com eles

o sentido

ruim

da existência 


tudo o que existe

é passível de

entusiasmo,

euforia,

o entusiasmo

pregado

à leitura 



@@@@

05 06


me misturo às coisas, partícula densa esvoaçante, boa de potência, poder elevado, memória em chamas, um facho, labareda, quero beijar e ser beijado, desejo potente e consagrado de união, voando, votivo, ex-pátria da solidão, solidifico um novo estado, do carinho no mínimo frequente,


@@@

se meu lúdico lembrar

não vem e

então 

brinco,

corro

pela

imensidão 

guardada

do movimento,

estarei

apático,

paralisado ::


lembro

com

átomos

de meu

cérebro,

produzindo

imaginações 

que são voos

e que acordam

verdades

encantadas

da matéria,

mulher senhora

que me

exige

serenidade,

culpa

e devoção,

profundidade

de poço

que

aumenta-nos

em mistério,

segredos,

variações 

sussurradas

de

milhares

de emoções 

decorrentes

da pulsão 

matemática 

e orgânica 

da vida,

a um raro

prazer

me

conduzo esse

pertencimento,

cópula

des aninhar

clamor

por

doçura

de

rimar

cabeças,

curas

em noivados

primordial

ansiados

pela

própria

deusa

tantrica




@@@@@@@@@@


04 06



a sexualidade, em princípio, pode ser fonte de saúde e vitalidade, e não de doença ou perturbação psicológica


o problema crucial da humanidade vem sendo resolver essa equação 


@@@@@

são 55 anos de luta contra o pensamento comum


em chegando aos 90 (vou supor), serão mais 35 de

incompreensão e divergência


agora vejo com clareza o que a vida fez e vai fazer de mim


sou, finalmente, um maldito bem resolvido




@@@@

há no masculino um vivo ardor pelo feminino que se desdobra em inúmeros filhos, pode,-se dizer um milhão de melhores dias, perspectiva de futuro, tudo o que aponta para o futuro


existem passagens secretas que permitem enxergar a submissão ao feminino como o maior de todos os 

fogos ancestrais, o mais complexo, e, por consequência, o mais libertador 


encontrei na velha mulher o símbolo é, portanto, o caminho de toda a vitalidade (nao a verdade), ou seja, o desejo incólume por força, conhecimento e aconchego amorosa nos levam até ela, cada gosto que podemos usufruir da vida, o paraíso, a mulher como saber a respeito da sacralidade da vida mais profundo que se pode obter, sexo mítico, seios narrativos, enxergar isso depende de nossa aparato mística, da poesia que conseguirmos sustentar, quanto maior a leveza desse poema, mais forte e delicada a visão da nudez da mãe em seu esplendor, divina, olhos olharrd que se desmancham para serem reconquistados mais a frente, um cinema perpétua e dinâmico sobre nós mesmos, quente, iluminado, decisivo e de sentido etéreo, praticamente invisível e insustentável,

daí o tempo estável do patriarcado, por conta das certezas que proporciona


no entanto, olhar para o céu mais distante é ver a mulher, basta lembrarmos que o que sabemos a respeito do universo é quase nada quando nos colocamos a imaginar as dimensões dessa vital meio de sustentação da vida


03 06

@@@@@@

será que consigo usar itens do repertório de outras culturas para suprir carências da minha (exemplo: a alegria do carioca, ou o carinho do baiano)? (algo q chama o recurso do teatro...



cccccc


essa pleiade de saberes só reforça. um estar junto


aaaaaa


ser antifascista talvez seja antes de tudo ser antigo neurose 



@@@@

Cecília meirelles

geopolítica 

@@@

03 06


alma voz que pergunta, oro em livro dos porquês, sombra em mim das aberturas manoelinas, serei som espelhando Barros, certeza microfísica, mire que solução, bebês nascendo o tempo inteiro, dionisa profusão, os poetas lembram o louvor que é a vida, tudo o que se pode produzir com a língua, delícia de brincadeira-procissão


para cortar o que me corta, uma vida de televisoeszinhas, homérico fluxo que conduzo com lento alvor e energias básicas acendendo meu espetáculo esplendor de micro nascimentos incessantes e lentamente remissivos ao torpor da luz, matéria orgânica em que nado, nutrição na origem,

olho as luzes dessas televisões, show que me enche de rastros, escritura de dentro para tornar meu os pedaços do mundo, porções maiores ou menores, o processo magnífico de sonhar o ser em ciranda com o povo mundo, mais músculos eu quero, melhor músico me descubro, armadilhas do desejo desfaço assim, obscuro, mil e um desregramentos para compor a fantasia química com que me curo e cubro



@@@

02 06 26

@@@@@@


musicalidade 

maior

minha

é a que

compoe

a grande

sinfonia

do

absurdo,

absurdo

que choca

e faz o tempo

ressoar,

cantar,

percutir 

sua

fundura

sem fim,

sim, é esse meu ouvido

aberto

ao abismo






polifonia

do absurdo,

polirritmia,

polissussurros

e polimurmúrios 

da doce loucura,

brasileira

até a luz soar

e o som brilhar,

moderníssima,

múltiplas 

serenidades,

exclusivíssimas

senhoridades,

como

se a árvore-noiva,

sua copa,

sua

 sombra,

fosse minha

doce

união com

a vida



@@@@@

mãe divina,

que me aquece

no banho

litúrgico,

seu menino mítico,

parturiência

vossa

me revela

força

de carinhos

arquetípicos

tempos

oníricos

com a 

idade

do planeta,


meus olhos

cortados

e aquecidos

apresentam

a fina e delicada

louça

com que

se representa

as verdades

santificadas

do sonho

materno,

constelação 

de yás

relacionais,

racionais,

complexas,

ordeiras,

causa

náutica

da força

feminina,

ser rei

consoante

verdades

brasileiras

me consagra,

velo

por

arquitetura

louca

e global

de sentidos,

voz

ativíssima

espelhando

agrestes

cósmicas

bonificadas

ilusões,

tudo que

é delírio de

musicalidade

mística

curativa,

benta

união

gaúcha,

trenzin

do moço

que bela

e densamente

delira,

meu sangue

é letra

viva,

abrasileirada

olimpíada 

em labirinto,

entendo

das conexões 

entre

o flamengo 

e as ialorixás,

sou beijo,

brasa

e perfume

na verdade

do poema

de glauber,

carvoaria

xamã,

processo

lógico,

entendimento

lírico,

alquimia

Augusta

e profunda,

amérindio 

governador,

amas todas

de leite

entretecendo

sussurradas

inaudíveis

loas,

o espaço 

sideral

apropriado,

com mãos 

de velho

jogador

empírico,

sal na mente,

docilidade

nos 

vivos

escaldantes

desertos

sertanejos,

esporão

Sagrado,

vertendo

ritmos,

a música

verte

com

a veloz

complexidade

do

pensamento

que

bola

aldeias

inteiras

indígenas

no compasso

do flerte

totemico 

com feras

sagradas,

pagé 

oleiro

de vasos

desconstruídos

com precisão 

molecular 

para

melhor

comportarem

vinho

 






@@@

pr




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